Comunico que amanhã, às 19:30, haverá aula do Semináro "As estruturas clinicas e a singularidade de cada um".
Covoco os participantes a relerem o quarto capítulo do Seminário 3 intitulado "Eu venho do salsicheiro". Trata-se de um caso de psicose analisado por Lacan no qual a paciente, ao passar pelo homem que era o amante da vizinha, lhe diz "Eu venho do salsicheiro". A resposta que lhe retorna do real é o insulto "Porca". Lacan nos apresenta o funcionamento do do Outro neste caso:
"Nossa paciente não diz que é um outro qualquer atrás dela que fala, ela recebe dele sua própria fala, mas não invertida, sua própria fala está no outro que é ela mesma, o outro com minúscula, seu relexo no seu espelho, seu semelhante. Porca é replicado toma ládá cá e não se sabe mais o que veio primeiro (se foi a frase "eu venho do salsicheiro ou "porca")
Que a palavra se exprima no real quer dizer que ela se exprime no fantoche. O Outro de que s e trata nessa situação não está além do parceiro, está além do próprio sujeito - é a estrutura da alusão - ela própria se indica num além do que ela diz." (Lacan, Sem. 3, p.66)
O que enfatizo no meu seminário é isso a que Lacan se refere nessa citação, a saber, que o Outro na psicose funciona segundo as regras do imaginário, e sua estrutura é - dentre outros traços estruturais - a alusão. Isso marca um funcionamento estrutural totalmente distinto do que encontramos nas neuroses, onde o Outro funciona na produção de metáforas e metonímias. Numa palavra, não há formações do inconsciente na psicose.
Aguardo a todos para continuarmos nossas elaborações nesta terça.
Cristiano Pimenta.
Covoco os participantes a relerem o quarto capítulo do Seminário 3 intitulado "Eu venho do salsicheiro". Trata-se de um caso de psicose analisado por Lacan no qual a paciente, ao passar pelo homem que era o amante da vizinha, lhe diz "Eu venho do salsicheiro". A resposta que lhe retorna do real é o insulto "Porca". Lacan nos apresenta o funcionamento do do Outro neste caso:
"Nossa paciente não diz que é um outro qualquer atrás dela que fala, ela recebe dele sua própria fala, mas não invertida, sua própria fala está no outro que é ela mesma, o outro com minúscula, seu relexo no seu espelho, seu semelhante. Porca é replicado toma ládá cá e não se sabe mais o que veio primeiro (se foi a frase "eu venho do salsicheiro ou "porca")
Que a palavra se exprima no real quer dizer que ela se exprime no fantoche. O Outro de que s e trata nessa situação não está além do parceiro, está além do próprio sujeito - é a estrutura da alusão - ela própria se indica num além do que ela diz." (Lacan, Sem. 3, p.66)
O que enfatizo no meu seminário é isso a que Lacan se refere nessa citação, a saber, que o Outro na psicose funciona segundo as regras do imaginário, e sua estrutura é - dentre outros traços estruturais - a alusão. Isso marca um funcionamento estrutural totalmente distinto do que encontramos nas neuroses, onde o Outro funciona na produção de metáforas e metonímias. Numa palavra, não há formações do inconsciente na psicose.
Aguardo a todos para continuarmos nossas elaborações nesta terça.
Cristiano Pimenta.
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