31 de out. de 2011

CONEXÃO GO/DF - CONVITE

Cine Debate
Titulo: Nossas Inquietudes (2003)
Diretora: Judith Du Pasquier
Debatedores: Ruskaya Maia, Cristiano Pimenta e Giovanna Quaglia.
Data e Hora: Quarta-feira, 02 de novembro, às 17h.
Local: Auditório da Livraria Cultura - CasaPark Shopping Center - SGCV - Sul, Lote 22, - Zona Industrial – Guará/DF.

Acesso o Link:


Informações: bibliotecadg@gmail.com




26 de out. de 2011

Curso Introdutório à Psicanálise de Orientação Lacaniana – Notícias 03

Aconteceu nos dias 07 e 08 de outubro de 2011 o 3º Módulo do Curso Introdutório à Psicanálise de Orientação Lacaniana intitulado “A dialética da demanda e do desejo”. Nesse Módulo, os colegas Cristiano Pimenta e Rosângela Ribeiro abordaram o conceito de desejo como resultado da operação da linguagem sobre a pulsão na dialética da necessidade e da demanda.

Cristiano apresentou os conceitos de necessidade, demanda e desejo, a noção lacaniana de falta de objeto, a dialética da frustação, e o grafo do desejo. Ele destacou que na primeira clínica de Lacan o desejo é metonímia e o sintoma é metáfora. Numa análise, a associação livre é metonímica e é o caminho de acesso ao inconsciente cabendo ao analista trazer a função metafórica, pois para Lacan há uma primazia do significante nesse momento de seu ensino. No Seminário IV “A relação de objeto”, Lacan aborda a relação da mãe com a criança como a relação com a própria linguagem, a mãe aparece como o Outro primordial. Cristiano falou ainda da função do falo na relação mãe-criança e também na relação homem-mulher. É a relação do desejo com o objeto fálico (o qual é tanto a falta, menos phi, quanto a presença positiva do objeto, Phi) que vai determinar, no ser falante, o destino de sua posição sexual permitindo, ou não, que ele ocupe a posição típica na relação com o parceiro sexual.

Rosângela introduziu a noção de desejo a partir de uma falta, e do amor como o que introduz essa falta. O desejo vai ser dirigido não tanto pelo objeto, mas pela falta do objeto. Falta essa que se dá em três níveis: frustração, castração e privação, e nos três registros: real, simbólico e imaginário.  No Seminário IV “A relação de objeto”, Lacan aborda a sexualidade feminina que aponta para a falta e toma a criança como qualquer outro objeto para tamponar essa falta. Rosângela colocou ainda que é necessário localizar o desejo da mãe, uma vez que essa mãe é uma mulher, e usou a música “O Meu Guri” (Chico Buarque) para demonstrar como o sujeito (criança) se inscreve em relação ao sujeito feminino. Há a relação mãe-criança-falo, sendo o pai o 4º elemento que vem para apaziguar e barrar o gozo – a função do Nome-do-Pai. Retomou a teoria do objeto e seu vínculo com a castração, assim como o “Caso Hans” e o “Caso da Jovem Homossexual” e suas implicações clínicas.  

Giovana B. B. Heinemann

16 de out. de 2011

Atividade da Biblioteca - Noite Preparatória - Convite

 ATIVIDADE DA BIBLIOTECA
                                                                                                                                                       
NOITE PREPARATÓRIA


IV Jornada da DG GO/DF: “Que lugar para o sujeito na nova ordem simbólica?”
 11 e 12 de novembro de 2011

VIII Congresso da AMP: “A ordem simbólica do século XXI. Não é mais o que era.
Que consequências para a cura?”- 23 a 27 de abril 2012

A Biblioteca da DG GO/DF convida os Núcleos de Pesquisa e os demais interessados para assistir à exibição do filme, e em seguida uma conversação:



Título: As Melhores Coisas do Mundo
Direção: Laís Bodanzky, 2010, Brasil
Duração: 107 min
Gênero: Drama

Local: Sede da DG GO/DF
Data: 20/10/2011 (quinta-feira)
Horário: 19h

Comissão de Biblioteca:
Giovana B. B. Heinemann (coord.)
Ana Paula F. Rezende
Cristiano A. Pimenta

Informações: bibliotecadg@gmail.com

Atividade aberta e gratuita.


Sinopse
“Mano tem 15 anos, adora tocar guitarra, sair com os amigos e andar de bike. Um acontecimento na família faz com que ele perceba que virar adulto não é brincadeira. O bullying na escola, a primeira transa, o relacionamento em casa, as inseguranças, os preconceitos e a descoberta do amor transformam a adolescência numa travessia nada simples.”
           

Delegação Geral GO/DF
Rua Dr. Olinto Manso Pereira, n° 673, Sala 305, Centro Comercial Antônio João Sebba, Setor Sul - Goiânia, Goiás - CEP 74080-100.

IV Jornada da Delegação Geral GO/DF

Que lugar para o sujeito na nova ordem simbólica?

11 e 12 de novembro de 2011
Auditório da Faculdade de Educação da UFG
R$ 60,00 – Profissionais
R$ 30,00 – Estudantes

Convidado
Sérgio Passos Ribeiro de Campos (MG)
Membro da EBP/AMP – AE

Participação
Maria do Rosário do Rêgo Barros
Membro da EBP/AMP

Informações e inscrições:



Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Arte


Convido a todos para o primeiro encontro do Núcleo de Psicanálise e Arte que ocorrerá na próxima segunda-feira, as 19h:30m, na sede da Delegação Geral. Nesse primeiro encontro tentaremos dar uma orientação geral para o Núcleo por meio do estudo do artigo de Jacques-Alain Miller A SALVAÇÃO PELOS DEJETOS. Seguiremos a indagação de Miller:

"O que é o dejeto? O termo tem muitas ressonâncias para aqueles que, mesmo que rapidamente, percorrem o ensino de Lacan. É o que é rejeitado e especialmente rejeitado ao cabo de uma operação onde só se retém o ouro, a substância preciosa a que ela leva. O dejeto é o que os alquimistas chamavam de caput mortuum. É o que cai, é o que tomba quando por outro lado algo se eleva. É o que se evacua, ou que se faz desaparecer enquanto que o ideal resplandece. O que resplandece tem forma. Pode-se dizer que o ideal é a glória da forma, enquanto o dejeto é in-forme. Ele prevalece sobre uma totalidade da qual ele é só um pedaço, uma peça avulsa." (Miller, A salvação pelos dejetos).

Miller retoma a noção lacaniana de sublimação que considera que "A essência da arte é a de estetizar o dejeto, de idealizá-lo, ou como dizemos em psicanálise, de sublimá-lo".

Todavia, a estetização do dejeto não elimina o fato de esse mesmo dejeto constitui a matéria prima a ser modelada pelo artista. O que nos aponta que a arte é um saber fazer com o dejeto.
Eis um pouco do que vamos trabalhar em nosso primeiro encontro.

Cristiano Pimenta.

10 de out. de 2011

Seminário "As estruturas clínicas e a singualridade de cada um" - Informe

Comunico que amanhã, às 19:30, haverá aula do Semináro "As estruturas clinicas e a singularidade de cada um".
Covoco os participantes a relerem o quarto capítulo do Seminário 3 intitulado "Eu venho do salsicheiro". Trata-se de um caso de psicose analisado por Lacan no qual a paciente, ao passar pelo homem que era o amante da vizinha, lhe diz "Eu venho do salsicheiro". A resposta que lhe retorna do real é o insulto "Porca". Lacan nos apresenta o funcionamento do do Outro neste caso:
"Nossa paciente não diz que é um outro qualquer atrás dela que fala, ela recebe dele sua própria fala, mas não invertida, sua própria fala está no outro que é ela mesma, o outro com minúscula, seu relexo no seu espelho, seu semelhante. Porca é replicado toma ládá cá e não se sabe mais o que veio primeiro (se foi a frase "eu venho do salsicheiro ou "porca")
Que a palavra se exprima no real quer dizer que ela se exprime no fantoche. O Outro de que s e trata nessa situação não está além do parceiro, está além do próprio sujeito - é a estrutura da alusão - ela própria se indica num além do que ela diz." (Lacan, Sem. 3, p.66)
O que enfatizo no meu seminário é isso a que Lacan se refere nessa citação, a saber, que o Outro na psicose funciona segundo as regras do imaginário, e sua estrutura é - dentre outros traços estruturais - a alusão. Isso marca um funcionamento estrutural totalmente distinto do que encontramos nas neuroses, onde o Outro funciona na produção de metáforas e metonímias. Numa palavra, não há formações do inconsciente na psicose.
Aguardo a todos para continuarmos nossas elaborações nesta terça.
Cristiano Pimenta.