27 de set. de 2011

Curso Introdutório à Psicanálise de Orientação Lacaniana – Notícias 02

O 2º módulo do Curso Introdutório à Psicanálise de Orientação Lacaniana da Delegação Geral GO/DF intitulou-se “Para além do imaginário, o simbólico ou do pequeno ao grande outro”.

Nos dias 02 e 03 de setembro, Giovana Heinemann e Ordália Junqueira se incumbiram, com sucesso, da importante tarefa de apresentar os fundamentos da tese lacaniana do inconsciente estruturado como linguagem. Para tanto, retomaram em Freud fragmentos da Interpretação do Sonho, Psicopatologia da Vida Cotidiana e Os Chistes e sua Relação com o Inconsciente.

Além disso, abordaram as influências da antropologia francesa e da lingüística no ensino de Lacan, com Marcel Mauss, Claude Lévi-Strauss, Ferdinand Saussure e Roman Jakobson. A ênfase foi dada às contribuições saussurianas da relação entre significante e significado e da diferença entre língua, fala e linguagem.

Na construção do conceito de Ordem Simbólica, Giovana explicitou a inversão que Lacan fez do signo lingüístico, dando primazia ao significante, a diferença entre fala plena e fala vazia e a noção de ponto de basta, além do esquema L, de Jacques Lacan.

As colegas também se dedicaram a percorrer o caminho trilhado por Lacan para estabelecer uma crítica à psicanálise de sua época, que reduzia a experiência analítica ao imaginário, e ressaltar a necessidade de que o analista intervenha no simbólico para produzir mudanças na posição subjetiva. Desse modo, as colegas explicaram como Lacan privilegiou a ordem simbólica, que determina a subjetividade.


Jaqueline Coelho

Seminário: Leitura do Seminário 18 - convite

Nesta quarta-feira, dia 28 de setembro, às 08h30min, daremos início ao estudo do Seminário 18 De um discurso que não fosse semblante.

Sintam-se todos convidados a mais esta etapa de trabalho.

Ruskaya Maia

17 de set. de 2011

Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Direito - informe


Após 02 encontros, o Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Direito começa a funcionar às terças-feiras quinzenalmente.
Estamos quase concluindo o texto de Laurent sobre "a nova ordem simbólica no século XXI e os efeitos sobre a cura".
Passaremos agora à Intervenção de Miller em Comandatuba, "Uma Fantasia".

Jaqueline Coelho.

16 de set. de 2011

Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação - informe

Retomaremos amanhã, 17/09 as 10:30 o nosso Núcleo de ‘Pesquisa em Psicanálise e Educação.

Convido a todos os interessados a acompanhar os pensamentos, os impasses e as inquietações que denunciam os pontos nodais da interface de dois campos distintos de saber, ligados por uma questão que os transcende: o que se transmite quando se ensina? O que sustenta a educação formal do século XXI? Considerando o próximo congresso da AMP em Buenos Aires, cujo título gira em torno da nova ordem mundial, d' A ordem simbólica no século XXI, tentaremos iniciar um percurso causados por esse tema.

Para tal, iniciaremos tendo como referência o texto "Autoridade e transmissão de saber" de Vera Lopes Bessa e Bruna Pinto Martins Brito, Membros do Grupo de Pesquisa Clínica Psicanalítica (CLINP) da UFRJ/CNPq, que se encontra no livro Psicanalistas e Educadores, tecendo laços, Wak editora, RJ, 2009, organizado por Ruth Helena Pinto Cohen.


As autoras trazem elaborações sobre o "processo inibitório que atinge a função do pensar" (algo que já vimos em alguns textos de Ana Lydia Santiago) e indicam que a autoridade só pode ser conferida pelo amor, que poderia assegurar a dimensão de confiança, levando o aluno a desejar saber. As autoras "faz-nos navegar por questões da hipermodernidade e da íntima relação da sexualidade com o saber".

Adianto parte do texto que nos toca enquanto psicanalistas:
[...] Tendo em vista as dificuldades de muitos profissionais diante da tarefa de transmissão de saber às crianças e aos adolescentes, destacamos duas contribuições da Psicanálise à Educação: há em seu cerne um não-saber, indicando a impossibilidade de saber tudo. Diante dessa impossibilidade, há o desejo de não saber, próprio ao sujeito, ou seja, o não querer saber. E se o sujeito, a priori, não quer saber, como fazê-lo se interessar em saber? É diante de tal desafio que enfatizamos a segunda contribuição da Psicanálise: a relevância da relação entre professor e aluno nessa transmissão. [...].

Ordália A. Junqueira
Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação

14 de set. de 2011

Seminário "As estruturas clínicas e a singularidade de cada um" - Informe

Comunico que no próximo dia 27 de setembro não haverá aula do meu seminário AS ESTRUTURAS CLÍNICAS... e também lhes transmito mais um resumo do que estou trabalhando.

O esforço de Lacan nos quatro primeiros capítulos do Seminário 3 As psicoses é o de fornecer os elementos, os traços estruturais próprios à psicose. Mas isso é realizado numa comparação constante com os elementos que definem a neurose. Na neurose o que é fundamentalmente estrutural é a relação do sujeito com o Outro, relação pela qual o sujeito recebe sua mensagem (que é sempre sua verdade) sob a forma invertida vinda do Outro. No esquema L essa relação é representada pelo eixo A ------ S. Pois bem, na psicose essa dimensão simplesmente não existe. “Na fala delirante, diz Lacan, o Outro está verdadeiramente excluído, não há verdade atrás...” (p.67). Isso significa que no discurso psicótico não existem nem metáfora e nem metonímia, modos típicos da articulação significante nas neuroses, modos de surgimento da verdade no tratamento. A questão de Lacan é, pois, a seguinte: qual é o funcionamento da linguagem na psicose já que o psicótico é um ser falante e fala a mesma língua que os neuróticos? Ora, na verdade, existe um Outro na psicose, mas que funciona segundo leis que não são as da metáfora e da metonímia, e são essas leis próprias ao discurso psicótico que Lacan se dedica neste seminário. Quais são elas? Resumindo o que vimos até agora são: a forma do neologismo, a posição de testemunha, a perplexidade, a fala por alusão (por ex. “Eu venho do salsicheiro”, que trabalhamos no último encontro) e a injúria. Eis com que estamos as voltas em meu seminário sobre AS ESTRUTURAS CLÍNICAS E A SINGULARIDADE DE CADA UM.

Cristiano Pimenta.

5 de set. de 2011

Núcleo de Psicanálise e Arte

Peço a todos interessados em participar do Núcleo de Psicanálise e Arte que me enviem as datas e horários em que poderiam estar presentes, para que possamos fazer uma escolha.


Aproveito para indicar um texto de Miller (A SALVAÇÃO PELOS DEJETOS) que nos servirá de bússola nessa aproximação entre psicanálise e arte. Nele vocês encontrarão uma definição de "sublimação" que localiza a função e posição da produção estética em relação ao que de mais essencial está em jogo no tratamento analítico. Ao colocar a subjetividade em questão, tanto a arte quanto a psicanálise transitam entre os ideais humanos (reino por excelência dos semblantes) e aquilo que se lhe opõe, os dejetos (que constituem o campo do real gozo de cada um). Será que o que há de mais abjeto e repugnante em cada um poderia se tornar aquilo mesmo que vem salvar o falasser do pior? Será que haveria uma satisfação mais consistente que aquela que podemos obter com os ideais, que é tudo o que de mais elevado - o que brilha e reluz, a beleza, mas também os títulos, o prestígio, etc – serve de referência para o homem? A proposta de Miller é que aquilo que resta de intransponível numa análise, o gozo (que é, ao mesmo tempo, a causa da produção artística) pode vir a se tornar a salvação tanto para o paciente de psicanálise quanto para aquele que eleva um objeto qualquer à dignidade da Coisa, o artista.


Cristiano Pimenta.

Contato: cristianoalvespimenta@hotmail.com