30 de ago. de 2014

COMENTÁRIO SOBRE A VII JORNADA DA DELEGAÇÃO GERAL GO/DF



Comentário final sobre a VII Jornada da Delegação Geral GO/DF
Ceres Lêda Félix de Freitas Rubio

A VII Jornada da Delegação Geral GO/DF Quando a bala fala, a fala cala: O que a Psicanálise diz sobre a violência? marcou um momento distinto, visto que,  muitos outros além dos participantes da DG compareceram  para saber o que a Psicanálise tinha a dizer. Assim, mais de cento e oitenta inscritos se fizeram presentes no Auditório da Faculdades Alfa. Foram cinco mesas de trabalhos realizados, uma mesa que contemplou outros saberes e que fizeram a intersecção com a Psicanálise, o lançamento do quarto volume da revista apalavra e a conferência principal com Fernanda Otoni de Barros Brisset que abrilhantou a abertura com sua conferência intitulada “A violência cala, a psicanálise faz falar” discutindo a tarefa de investigar como a violência sociologicamente divulgada enlaça-se em nossa experiência clínica. Vimos diversas discussões teóricas. Discussões que trataram a questão da  criança como objeto de  violência, desde a palmada à violência da pulsão que insiste em se inscrever fazendo sintomas ou colocando o corpo  da criança a agitar-se. A mulher em situação de violência a partir de uma posição erotomaníaca, e uma posição de vítima sustentada pelo supereu. Vinhetas de casos clínicos onde se observou o gozo do um sozinho, de sujeitos desconectados e violentados, distantes dos laços sociais em pleno gozo autista e prontos a passagem ao ato. Na mesa de outros saberes, uma psicóloga, um advogado e um educador físico contribuíram com a discussão de que a violência é multifatorial, as instituições ocupando lugares de fomentar a violência generalizada e não implicando o sujeito no ato violento,  a impossibilidade de um único saber responder sobre os problemas da violência e ainda antecipar a violência a partir do espaço para a fala conduzida por uma alteridade humanizada, afetiva. Constatamos a partir da psicanálise que a experiência da  violência, do trauma, deve ser vista a partir da singularidade de cada um. O trauma respondendo ao que cada um tem registrado, marcado no seu encontro do simbólico com o corpo na formação do falasser. O analista como aquele a quem deve ser endereçado à angústia e a quem cabe o papel de ler o sintoma ao colocar esse falasser a falar a partir da transferência e do desejo do analista.

17 de jul. de 2014

INSCRIÇÃO NA VII JORNADA DA DELEGAÇÃO

INSTRUÇÕES PARA A INSCRIÇÃO EM NOSSA JORNADA:

PASSO 1: FAZER O PAGAMENTO VIA DEPÓSITO (IDENTIFICADO):

BANCO SANTANDER
AGÊNCIA: 4531
CONTA: 13001930-6
NOME: ASSOCIAÇÃO DE PSICANÁLISE LACANIANA DO ESTADO DE GOIÁS

PASSO 2: ENVIAR O COMPROVANTE DE DEPÓSITO VIA E-MAIL. OBSERVAÇÃO: É NECESSÁRIO TAMBÉM MOSTRAR O COMPROVANTE NO ATO DA EFETIVAÇÃO DA INSCRIÇÃO, NO DIA DA JORNADA.
AOS ESTUDANTES, É NECESSÁRIO APRESENTAR COMPROVAÇÃO COM CARTEIRINHA DE ESTUDANTE OU DA FACULDADE.

PASSO 3: PREENCHER A SEGUINTE FICHA DE INSCRIÇÃO E ENCAMINHÁ-LA JUNTO COM O COMPROVANTE DE PAGAMENTO:

NOME: 
E-MAIL:
CATEGORIA: ( ) PROFISSIONAL ( ) PARTICIPANTE DA DELEGAÇÃO ( ) ESTUDANTE

TODOS OS DADOS DEVEM SER ENVIADOS PARA O SEGUINTE ENDEREÇO DE E-MAIL: eventosdg.godf@gmail.com

23 de abr. de 2014

ATIVIDADE PREPARATÓRIA PARA A VII JORNADA DA DELEGAÇÃO

Convidamos a todos à participarem da atividade Preparatória da VII Jornada da Delegação Geral GO/DF em que o Núcleo de Pesquisa de Psicanálise com Criança irá tratar o tema: O traumastismo e o Real na Clínica: O que as Crianças inventam? A partir do encontro com o real do corpo, do outro sexo e com o Outro materno, discutiremos como a criança contemporânea se apresenta, sabendo-se de antemão que ela nasce como objeto real e que necessita ser subjetivado para torna-se Sujeito.

22 de abr. de 2014

INFORMAÇÕES SOBRE A VII JORNADA DA DELEGAÇÃO GERAL GO/DF




As Inscrições para a VII Jornada poderão ser realizadas através do e-mail: eventosdg.godf@gmail.com onde o interessado deverá informar da sua intenção e a partir daí será orientado como concretizá-la.
Os Valores das inscrições:
80,00 (Oitenta reais) para profissionais se realizadas até 30 de Junho.
100,00 (Cem reais) para profissionais após esta data.
40,00 (Quarenta reais) para estudantes se realizadas até 30 de Junho.
50,00 (Cinquenta reais) para estudantes após esta data..
Os alunos da ALFA ao fazer suas inscrições na VII Jornada terão um valor especial: 30,00 (Trinta reais) até a data de 30 Junho, após esta data 40,00 (Quarenta reais). Os ex-alunos da Alfa pagarão 40,00 (Quarenta reais) até 30 de Junho e após esta data 50,00 (Cinquenta reais).

REGRAS PARA ENTREGA DE TRABALHOS:
Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de junho para a comissão científica nos e-mails: Cris.alvespimenta@gmail.com; Cristina.alvesbarbosa@gmail.com; psico.rdom@terra.com.br . Coordenadora ceresleda@hotmail.com
Devem conter no máximo 8.000 caracteres com espaço, Letra Times-New Roman, Fonte 12, Espaço simples.

ALGUMAS SUGESTÕES DE BIBLIOGRAFIA PARA O TEMA DA VII JORNADA
1)      Barros, Fernanda Otoni. A repetição do trauma. Disponível em: http://ebp.org.br/wp-content/uploads/2012/08/Fernanda_Otoni_A_repeticao_do_trauma1.pdf

2)      Ferrati, Ilka Franco. Trauma e Segregação. In: A política do medo e o dizer do psicanalista – Latusa EBP Rj nr 9, pág.149.

3)      Laurent, Eric (2004). O trauma pelo Avesso.  Papéis de Psicanálise, vol. 1, pág. 21-28.
4)      Machado, Ondina e outros. A Violência – sintoma social da época. Belo horizonte, Scriptum/EBP.

5)      Miquel Bassols.  5 Minutos no Rádio: Entrevista no tema Um real para o século XXI realizada por Gabriela Medim (ELP). Disponível em: http://www.congresamp2014.com/pt/template.php?file=5-minutos-en-la-radio/Miquel-Bassols.html
6)      Vieira, Marcus André. O Trauma Subjetivo. Psico Vol. 39 nr 44. PP., 509-513, out/dez. 2008 Disponível em: http://www.litura.com.br/artigo_repositorio/trauma_subjetivo_pdf_1.pdf

7)      Zanotti, Susane Vasconcelos et all. Trauma e sintoma: da generalização à singularidade. Revista Mal Estar e Subjetividade – Vol. 6 nr 2 Fortaleza set. 2006.

AS ATIVIDADES PREPARATÓRIAS PARA A VII JORNADA DA DELEGAÇÃO GERAL GO/DF serão realizadas pelos Núcleos de Pesquisa e Psicanálise da Delegação. Abaixo o cronograma:

MAIO:
Dia 06.05  às 19:00h Terça-feira .
Local: ALFA – Unidade Perimetral
Núcleo de Estudo e Pesquisa em Psicanálise com Criança – Biloquê. “O traumatismo e o real na clínica: o que as crianças inventam?”  Coord. Ceres Lêda Félix de Freitas Rubio (Psicóloga, Psicanalista, Participante da Delegação Geral EBP GO/DF, Coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Psicanálise com Criança,  Especialista em Educação Infantil, Especialista em Psicologia Hospitalar, Funcionária do CIMP- Centro Integrado, Médico, Psicopedagócio da Secretaria Estadual de Saúde). 

MAIO:
Dia: 17.05 às 9:00h
Local: ALFA – Unidade Perimetral
NUPPE Núcleo de Pesquisa de psicanálise na Escola: A Violência Das/Nas escolas no Século XXI: Uma leitura Psicanalítica. Coord. Ordália Junqueira – (Psicanalista,  membro Aderente da Escola Brasileira de Psicanálise, Participante da Delegação Geral GO/DF, Coordenadora do NUPPE).

JUNHO
Dia: 14.06  às 9:00h
Local: ALFA – Unidade Bueno
Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Arte. Resp. Cristiano Pimenta.

BLOG da DELEGAÇÃO GERAL GO/DF ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE

PARTICIPEM!!
Ceres Lêda Félix de Freitas Rubio /Coord. Geral da VII Jornada da Delegação Geral GO/DF.

 



13 de abr. de 2014

RESENHA DO TEXTO: A VIOLÊNCIA E O TRAUMA NO SUJEITO – Marcus André Vieira



A VIOLÊNCIA: SINTOMA SOCIAL DA ÉPOCA
ANA PAULA FERNANDES REZENDE

RESENHA DO TEXTO: A VIOLÊNCIA E O TRAUMA NO SUJEITO – Marcus André Vieira

O artigo faz uma relação entre a violência e o sujeito. Marcus André Vieira faz referência a Freud, ao mostrar a necessidade de reconhecer o marco zero, o ponto onde o sujeito se distingue dos outros. Esse ponto será denominado de trauma. Trauma será para Freud ¨o nome desse instante em que se assinala a certeza de um antes e um depois¨ p.74, o que deixa marcas e que vai revelar a falta no sujeito.
O analista vai partir do pressuposto que há um fator subjetivo no trauma, isto é, algo do singular vai estar sempre presente para se definir um trauma, pois ¨nem sempre todos expostos a mesma situação serão traumatizados.¨p. 75.  Isto quer dizer que a ênfase não está no evento violento em si, mas no fator subjetivo. Não é possível esgotar na cena da violência a causa do trauma. O foco está no sujeito do trauma e não no evento traumático. O discurso científico visa à objetivação, mas a psicanálise busca a subjetividade, perguntar ao sujeito sobre o quanto à violência experimentada lhe afetou, o que em certo evento teria sido para o sujeito o trauma.
O autor traz uma definição da proposta de Laurent sobre o trauma pelo avesso: ¨O trauma pelo avesso é a aposta no fator subjetivo como elemento-chave no processo, que, já entendemos, não está escrito no evento, aparecendo, sobretudo como forma de enigma, hiato, ruptura que perturba as explicações e sentidos coletivos e universais e que terá, as duras penas ser construído¨ p. 82. Na análise o trauma pode encontrar um lugar de relato e segundo Lacan, citado pelo autor, na qual é na estrutura dele que define o campo da interpretação analítica e que há algo nessa estrutura que traz o evento como traumático.
O trauma deve estar inserido no sintoma. O autor cita Miller quando se refere que o trauma deve ser tomado como o nome do que atrapalha, de um gozo inominável. Ele afirma que para Lacan ¨o sujeito é fruto de uma montagem contingente e não uma série de acontecimentos de sua infância. É algo que emerge de uma história permanentemente construída e não de uma eterna atualização dos encontros infantis.¨ p.85. Laurent vai fazer a comparação de algo como uma colagem. Nessa montagem obtida deve haver espaço para a invenção.  As marcas que o sujeito traz permite-lhe que sejam contadas histórias, uma ficção, para fazer algo dessas marcas e dar um novo destino ao real.
Assim, o analista é convocado a lidar com o que a Lei não se sustenta, com os furos, com o real de cada um. Na análise, o sujeito vai se haver com a presença do gozo, com as experiências de angústia, de ódio, de amor e de êxtase. Uma análise pode mudar o modo como a violência e essas outras experiências afetam o sujeito, sem deixar de considerar que haverá sempre um resto, algo que escapa, que é inominável e ineliminável.