Ter um corpo é o resultado de uma operação significante, cujo efeito é a localização do gozo. A ausência desse significante gera uma inconsistência corporal, produzindo apenas fragmentos de um corpo, uma estranha exterioridade, expostos às mais diversas invasões e manipulações, como vemos no caso Schereber. Em "De uma questão preliminar", Lacan nos diz que a psicose não é um caos, "não é uma desordem, é sim uma ordem do sujeito". Essa ordem catastrófica só se justifica em relação à ordem de um sujeito neurótico. No avanço de seu ensino sobre a psicose, Lacan passa a orientar seu diagnóstico não somente relacionando-o aos distúrbios da linguagem, mas também ao campo da amarração e da desamarração dos registros RSI.
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