Caros colegas,
Amanhã, sábado, 11-02-2012 as 8:30, tentaremos reiniciar nossos trabalhos do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação deste ano.
Amanhã, sábado, 11-02-2012 as 8:30, tentaremos reiniciar nossos trabalhos do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Educação deste ano.
Dois pequenos textos foram escolhidos para esse "princípio epistêmico", a saber: "Os corpos falam: como responder?" (chamada aos trabalhos do laboratório do CIEN) e "O ensino em psicanálise" de Eliana Bentes Castro.
De acordo com a orientação lacaniana, existe uma articulação precisa entre corpo, palavra e escuta. O convite a uma reflexão não apenas dos analistas mas de outros profissionais (educadores, psicólogos, outros) que, a cada dia mais ficam advertidos de que existem manifestações dos corpos das crianças e adolescentes que sofrem algo que os fazem "se agitar" sem conseguir dizer, não sendo mais sinais de uma patologia a ser eliminada. Como os corpos respondem a essa nova lógica da incidência do significante na cultura? À exemplo, a "hiperatividade", DDA, TDAH dentre outras inúmeras nomeações sem sujeito. A psicanálise propõe uma abertura à escuta desses corpos para fazer surgir o singular (desse sofrimento) de cada sujeito.
No texto de Bentes, há uma pontuação preciosa sobre o ensino no campo da psicanálise que se diferencia do ensino em outros campos. O que a psicanálise nos ensina e como ensiná-la foi a pergunta feita por Lacan em "A psicanálise e seu ensino", dizendo que a psicanálise sempre nos ensina algo novo e é por isso que a formação é interminável. Em que a psicanálise se diferencia da pedagogia? De onde vem, para cada sujeito, a "inibição" que pode impedir o seu aprendizado?
Por esse viés, tentaremos colocar algumas questões: e o "déficit de atenção", tão discutido hoje nas escolas, como abordá-lo do ponto de vista da psicanálise?
Sabemos que Freud (em Psicopatologia da vida cotidiana), ao tratar do tema da "atenção" por exemplo, nunca a desvinculou do investimento libidinal e de suas exigências "perturbadoras". Os lapsos não resultam de uma diminuição quantitativa da atenção, mas de sua perturbação por um pensamento alheio que a atrai.
De acordo com a orientação lacaniana, existe uma articulação precisa entre corpo, palavra e escuta. O convite a uma reflexão não apenas dos analistas mas de outros profissionais (educadores, psicólogos, outros) que, a cada dia mais ficam advertidos de que existem manifestações dos corpos das crianças e adolescentes que sofrem algo que os fazem "se agitar" sem conseguir dizer, não sendo mais sinais de uma patologia a ser eliminada. Como os corpos respondem a essa nova lógica da incidência do significante na cultura? À exemplo, a "hiperatividade", DDA, TDAH dentre outras inúmeras nomeações sem sujeito. A psicanálise propõe uma abertura à escuta desses corpos para fazer surgir o singular (desse sofrimento) de cada sujeito.
No texto de Bentes, há uma pontuação preciosa sobre o ensino no campo da psicanálise que se diferencia do ensino em outros campos. O que a psicanálise nos ensina e como ensiná-la foi a pergunta feita por Lacan em "A psicanálise e seu ensino", dizendo que a psicanálise sempre nos ensina algo novo e é por isso que a formação é interminável. Em que a psicanálise se diferencia da pedagogia? De onde vem, para cada sujeito, a "inibição" que pode impedir o seu aprendizado?
Por esse viés, tentaremos colocar algumas questões: e o "déficit de atenção", tão discutido hoje nas escolas, como abordá-lo do ponto de vista da psicanálise?
Sabemos que Freud (em Psicopatologia da vida cotidiana), ao tratar do tema da "atenção" por exemplo, nunca a desvinculou do investimento libidinal e de suas exigências "perturbadoras". Os lapsos não resultam de uma diminuição quantitativa da atenção, mas de sua perturbação por um pensamento alheio que a atrai.
Assim, cada vez mais vemos os profissionais da educação, quando articulados ao desejo freudiano deixando de insistir em abordar a atenção desconectada da sua função libidinal. Alguns exemplos dessa desconexão é clara, no aumento do metilfenidrato (Ritalina) em nossas crianças e também nos adultos.
Como será que os profissionais que estão, ou desejam estar ,implicados na PESQUISA do laço Psicanálise&Educação respondem à fala dos corpos que fazem surgir o singular de cada sujeito? Como será que os mesmos profissionais se posicionam frente a um saber que não se ensina? O inconsciente é um saber, e como se "ensina" esse saber inconsciente? "Todo ensino faz obstáculo ao real e ao saber. Dizemos que há um ensino quando se transmite um saber fazer com esse real".
Como será que os profissionais que estão, ou desejam estar ,implicados na PESQUISA do laço Psicanálise&Educação respondem à fala dos corpos que fazem surgir o singular de cada sujeito? Como será que os mesmos profissionais se posicionam frente a um saber que não se ensina? O inconsciente é um saber, e como se "ensina" esse saber inconsciente? "Todo ensino faz obstáculo ao real e ao saber. Dizemos que há um ensino quando se transmite um saber fazer com esse real".
Uma discussão que, de forma alguma, se esgotará nesse primeiro Encontro, ficando aqui o convite a todos.
Ordália Alves Junqueira
Coordenadora do NUPPE-GO.
Ordália Alves Junqueira
Coordenadora do NUPPE-GO.
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