A ORIENTAÇÃO LACANIANA
Logo na abertura de seu Seminário Livro 1, Jacques Lacan declara o que já era a sua concepção sobre como tomar o texto freudiano quando diz que “o pensamento de Freud é o mais perpetuamente aberto à revisão” e que “É um erro reduzi-lo a palavras gastas”, apontando o equívoco que há em fazer do ensino da psicanálise uma dogmática, pois o que se revela no que Freud ensina é, antes, um pensamento em movimento. Assim ele anuncia seu Retorno a Freud e, de um só golpe, faz também uma denúncia, visto que esta questão não é secundária para a formação do analista, assunto que é, também, privilegiado em sua proposição de 9 de outubro, texto no qual Lacan articula dois significantes importantes para a psicanálise: a extensão – “tudo o que resume a função de nossa Escola como presentificadora da psicanálise no mundo” – e a intensão – que diz respeito, estritamente, à formação do analista – significantes que podemos atar moebianamente quando dizemos que a extensão é a extensão da intensão, sendo este o laço a se ajustar.
Jacques-Alain Miller, desde 1972, sustenta uma prática de seminários cujo princípio, segundo o próprio Miller, é destacar a “direção que Lacan imprime à psicanálise e, indissoluvelmente, à prática analítica e ao movimento psicanalítico”. E, por isso, ele nomeou essa prática de Orientação Lacaniana, enfatizando o ‘movimento’, que é constitutivo das elaborações de Lacan, que, como as de Freud, não podem ser concebidas como uma estática, como dogma, pelo risco da psicanálise tornar-se letra morta. A política das Escolas que compõem a AMP está assentada nas coordenadas dadas pela Orientação Lacaniana, cuja leitura sistemática tornou-se, na EBP, uma experiência sustentada regularmente, para suscitar naquele que se aproxima da Escola e manter viva em cada um de seus membros uma relação singular com a causa analítica e a política que a anima.
Jacques-Alain Miller, desde 1972, sustenta uma prática de seminários cujo princípio, segundo o próprio Miller, é destacar a “direção que Lacan imprime à psicanálise e, indissoluvelmente, à prática analítica e ao movimento psicanalítico”. E, por isso, ele nomeou essa prática de Orientação Lacaniana, enfatizando o ‘movimento’, que é constitutivo das elaborações de Lacan, que, como as de Freud, não podem ser concebidas como uma estática, como dogma, pelo risco da psicanálise tornar-se letra morta. A política das Escolas que compõem a AMP está assentada nas coordenadas dadas pela Orientação Lacaniana, cuja leitura sistemática tornou-se, na EBP, uma experiência sustentada regularmente, para suscitar naquele que se aproxima da Escola e manter viva em cada um de seus membros uma relação singular com a causa analítica e a política que a anima.
Inserida nesta política, a Delegação Geral GO/DF convida a todos e, sobretudo, convoca seus membros, para o encerramento de suas atividades de 2011 com uma atividade coordenada pelo cartel de Orientação Lacaniana, responsável pela leitura e apresentação das aulas do Seminário de Jacques Alain Miller entre nós.

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