27 de jun. de 2009

Teoria Generalizada do Semblante - Marcela Antelo em Goiânia




“Teoria Generalizada do Semblante”


Este foi o título escolhido por Marcela Antelo (membro da EBP/AMP) para falar sobre o semblante em sua vinda à Goiânia, ocorrida nos dias 19 e 20 de junho.

Contrariando Exupéry para quem ‘o essencial é invisível aos olhos’, Marcela iniciou sua conferência chamando a atenção para a dificuldade inerente à abordagem do semblante como conceito, por ele parecer ‘feito de miragens’, na mesma medida, o semblante tem um lado mais formal e outro ‘palácio de espelhos’.

Tudo o que se refere ao laço social tem a ver com o semblante, e, nesse sentido, a realidade tem estrutura de semblante. Por isso é necessário abordá-lo como uma categoria, um princípio de ordenamento. Podemos definir o semblante como ‘uma suposição de ser’ em relação ao Outro e o véu torna-se um exemplo paradigmático de semblante, pois “é um dispositivo fantástico para supor que ali há alguma coisa”.

O laço com o semelhante passa pelo semblante sob a forma da aparência. Mas, o semblante é uma aparência “a partir de um rio de palavras”. Assim, os semblantes mudam com as transformações sociais, econômicas e políticas. Os semblantes caem (se tornam ‘falsos’) ao deixar de sustentar o laço social, como por exemplo hoje em dia acontece com o semblante da ‘família clássica’ ou ainda da ‘virgindade’.

Marcela marca, ainda, que há uma continuidade entre o semblante e o real. É o semblante que nos protege do encontro com Das Ding: “os excrementos da cultura se cobrem de semblantes”.

Acompanhando o desenvolvimento de Miller em “De la Naturaleza de los Semblantes”, Marcela traz as mulheres como inimigas do semblante, tendo mais afinidade com o real. As mulheres desconfiam do semblante, “têm os pés na terra” e muitas vezes tiram o véu da cultura que cobre Das Ding.

Se o semblante e o vestido servem para dissimular a economia de gozo, a psicanálise não veste o semblante (como o fazem os militares e os juristas). A psicanálise deixa o semblante nu, promete o ‘sicut palea’ e, finalmente, o ato analítico atua pelo semblante contra o semblante para declinar o semblante, ou seja, põe o semblante para tocar o real.

No sábado ocorreu ainda uma conversação clínica na qual 5 casos clínicos foram apresentados por membros da DG e que foi animada por comentários de Marcela Antelo.

Aproveitamos a ocasião para agradecer mais uma vez a presença de Marcela Antelo na Delegação Geral GO/DF. Gostaríamos também de agradecer aos integrantes da Delegação e aos convidados pela presença e pela contribuição nos debates e nas intervenções.


Ruskaya Maia

Giovana B. B. Heinemann

14 de jun. de 2009

Marcela Antelo em Goiânia

Contaremos com a presença de Marcela Antelo nos dias 19 e 20/06/2009, em Goiânia. Oportunidade na qual ela apresentará o Seminário: "Teoria Generalizado do Semblante".
A atividade será restrita a membros da Delegação Geral GO/DF e convidados.

Antônio Á. Beneti na Delegação

Aconteceu em Goiânia, no dia 21/03/2009, o Seminário de Antônio A. Beneti, intitulado "O Semblante: do discurso ao nó borromeano". Ele trabalhou acerca dos temas Sinthoma e Semblante.

No segundo seminário, que aconteceu no dia 23/05/2009, dentre os temas tratados, ele nos apresentou a a lógica de funcionamento da Escola; o retorno a Lacan proposto por Miller (2008-2009); e a importância da psicanálise pura e da análise de controle (supervisão) na formação do analista.


Nova Coordenação

Aconteceu no dia 21/03/2009 a permuta da Coordenação da Delegação Geral GO/DF, gestão 2009 - 20011, oportunidade que contamos com presença de Antônio Áureo Beneti (Membro do Conselho da EBP, Seção Minas Gerais).